sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Entidades discutem legalização do terreno onde está construído Hospital Regional de Caicó

Blog do Marcos Dantas acompanhou toda a discussão no Conselho Municipal de Saúde


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Fotos: Ilmo Gomes
Em reunião na tarde desta quinta-feira (13) o conselho de Saúde de Caicó discutiu a situação do terreno onde está construído o Hospital Regional do Seridó, pertencente ao Atlético Clube Corintians, que por sua vez está construindo em um terreno que pertence a Funasa, mas até hoje as desapropriações ou permutas de ambos os terrenos não foram realizados. A reunião contou com presenças de vários segmentos da sociedade, como o Juiz Federal Halison Rego, o prefeito Roberto Germano, o padre Ivanoff da Costa, vereadores, médicos, alunos do curso de medicina, dentre outros. Duas sugestões foram apresentadas na reunião.
A primeira delas pelo juiz Halison, que na sua opinião a forma mais rápida para resolver o problema é o Corintians doar o terreno para a Funasa, e solicitar o mesmo procedimento da Funasa com a doação do terreno onde o Corintians está construído. “Dificilmente o Corintians perderá um terreno que ele ocupa há quase 30 anos“, destacou o juiz.
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Representado pelo assessor-jurídico Pedro Henrique, o Corintians demonstrou não ter tanta confiança na proposta da doação, esperando que a Funasa faça a mesma coisa, sem qualquer acordo documental, e lançou a sua sugestão, que seria uma permuta estadual. “O governo tem terrenos que não estão servindo para o interesse público e que poderiam ser permutados com o Corintians. Isso se resolve em poucas semanas“, destacou Pedro.
O Governo do Estado esteve representado através de técnicas do programa RN Sustentável, que demonstraram a preocupação de que o impasse prejudique a permanência dos recursos no município. “O Governo não tem interesse de apoiar nenhuma das propostas apresentadas na reunião, apenas nosso desejo é que se resolva o impasse para que o dinheiro permaneça em Caicó dentro do prazo que temos“, explicou Ana Peta. Padre Ivanoff apresentou uma proposta dentro da realidade vivida pela própria Igreja Católica. “A Igreja já viveu a experiência de ceder prédios através de comodato, e quem sabe o Corintians não pudesse conceder uma cessão de uso do terreno por vinte anos até que se resolva o problema“.

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