quinta-feira, 31 de julho de 2014

Intercâmbio interestadual traz agricultores do Ceará para visita ao Rio Grande do Norte

Foi realizado nesta quarta-feira (30) o intercâmbio interestadual no Assentamento José Milanês, pertencente ao município de Lagoa Nova-RN, para troca de experiências entre os beneficiados do programa da segunda água (P1+2), executado pelo SEAPAC, através da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). Um dos objetivos é provocar a discussão sobre os desafios para convivência com a seca. Os visitantes eram agricultores e agricultoras dos municípios de Umirim, Irauçuba e Tejuçoca, do estado do Ceará, acompanhados pelo CETRA (Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador).

Durante o dia eles tiveram a oportunidade de conhecer cinco famílias potiguares que também fazem uso dessa tecnologia para ajudar na manutenção das criações e plantações. Os visitantes puderam analisar os problemas e soluções para o manejo da cisterna e do caráter produtivo recebido, com o intuito de levar o conhecimento para colocar em prática e repassar aos outros que possuem esse sistema de captação de água.

O senhor Joel Silva Moura, do município de Tejuçoca, afirmou que a experiência foi importante para os participantes. Ele também ressaltou a importância da cultura dos alimentos orgânicos para a sociedade e revelou que sentiu vontade de se mudar para o local.

“Foi muito proveitoso, valeu a pena a gente ter vindo do Ceará para cá e conhecer esse lugar produtivo. As pessoas valorizam muito essa cultura dos produtos orgânicos e isso é muito importante, principalmente para nossa saúde. Adorei o clima, o acolhimento das pessoas e, se eu pudesse, visitaria outras vezes. Se aqui tivesse uma casa eu só ia no Ceará buscar a mulher e a filha, porque gostei demais daqui” destacou Joel.

Para o senhor Joaquim Inácio Albuquerque, do município de Irauçuba (um dos mais secos do Brasil), o aprendizado foi marcante e será repassado aos colegas da região onde mora. “Gostei muito, pois aprendi muita coisa sobre as cisternas. Vou passar tudo para os outros que não puderam estar aqui”, disse.

Durante o percurso, os visitantes fizeram comparações das suas terras, partilharam conhecimento e geraram informações sobre a convivência com o semiárido, através das tecnologias implementadas. 

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