domingo, 13 de julho de 2014

Famílias rendem graças pela construção de mais de 500 cisternas

D. Jaime e as famílias (Foto: Cacildq Medeiros)
A noite da última sexta-feira, 11, foi de festa e ação de graças para as famílias de várias comunidades do município de Sítio Novo, principalmente da Serra da Tapuia, na região do Trairi do Rio Grande do Norte. Às 19 horas, ao lado da capela de São José, na comunidade Serra de Baixo, elas famílias se reuniram para participar da missa, presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, e concelebrada pelo pároco, Padre João Batista de Lima. Era o momento de ação de graças pelo acesso a 536 cisternas, construídas em várias comunidades rurais de Sítio Novo, pelo Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC), organismo da Igreja Católica.
De acordo com o agrônomo Damião Santos, coordenador do programa, 536 famílias tiveram acesso às tecnologias sociais de captação e armazenamento de água para beber e para produzir alimentos. “Foram 423 cisternas da primeira água, ou seja, de água para beber e cozinhar, e 113 cisternas da segunda água, que são as cisternas calçadão, enxurrada, barreiro de trincheiro e barragens subterrâneas”, explica. A construção se dá através de um processo pedagógico, com a participação das famílias envolvidas. “Há capacitação de gerenciamento do uso da água, tanto para beber e cozinhar e quanto para produção de alimentos. As famílias se envolvem e muitas constroem sua própria cisterna”, comenta o agrônomo.
Para as famílias, a construção da cisterna significa uma conquista e uma melhoria para a qualidade de vida. “É uma transformação muito grande para a nossa família e para a nossa comunidade. Antes, a gente ia pegar água na cacimba e era uma água salobra. A chuva caía e a gente, com tristeza, via a água ir embora, porque não tínhamos onde armazená-la.  Agora, temos esse reservatório ao lado de casa, com água de boa qualidade, e que dá pra gente beber o ano inteiro”, testemunha o agricultor Ozamir Gomes, residente na Comunidade Serra de Baixo. Hoje, ele tem as duas cisternas: uma da primeira água e outra da segunda água. Ozamir diz que para utilizar o reservatório da segunda água, a família aprendeu a cultivar hortaliças. “A gente possui um pomarzinho, onde plantamos coentro, alface e cebolinha. Além disso, recebemos capacitação para aprender a criar, corretamente, as galinhas”, diz.
Para o Arcebispo de Natal-RN, Dom Jaime Vieira Rocha, a celebração foi um momento de render graças a Deus pelas tecnologias de convivência com o semiárido que vão se consolidando nas comunidades rurais, através da presença da Igreja. “Há mais de 20 anos, a Igreja fundou o SEAPAC, que trabalha orientando e envolvendo as comunidades rurais, como é no caso da construção das cisternas. Tudo isso faz com que se torne uma intervenção de qualidade para a dignidade humana, favorecendo a cidadania e a participação comunitária, em vista do seu desenvolvimento sustentável”, destacou o arcebispo. As tecnologias de captação e armazenamento de água são desenvolvidas com recursos captado pela ASA Brasil, através dos Programas Um Milhão de Cisternas (P1MC) e Uma Terra e Duas Águas (P1+2).

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