domingo, 18 de maio de 2014

Caminhada reúne população de Barra e autoridades na Barragem Oiticica



Início da caminhada (Fotos: José Bezerra)

A caminhada das famílias e agricultores da área da Barragem Oiticica, na comunidade Barra de Santana, no município de Jucurutu, região do Seridó do Rio Grande do Norte, realizada no sábado, 17 de maio, às 6 da manhã, contou com a participação de representantes de instituições e movimento sociais (Sindicatos, FETRAF, FETARN, CODEPEME e outros) e de autoridades eclesiásticas e políticas.
Pe. Ivanoff, D. Mariano, D. Jaime, Pe. Erivan e Dep. Mineiro
A Igreja do Rio Grande do Norte esteve representada pelo arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha; pelo bispo de Mossoró, Dom Mariano Manzana; pelo Administrador Diocesano de Caicó, Pe. Evanoff da Costa Pereira, e pelos padres Erivan Primo, pároco de Jucurutu e Luiz Carlos, Vigário paroquial; e Manoel Pedro Neto, presidente da Cáritas Diocesana de Caicó. As prefeituras de Jardim de Piranhas, São Fernando e Jucurutu colaboraram com o movimento, inclusive com o envio de uma ambulância e socorristas, além da Polícia Militar.
O evento foi organizado pelos movimentos das famílias e agricultores de Barra de Santana, com a colaboração de várias instituições, entre as quais o Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC), que esteve representado pela coordenação estadual, técnicos e agrônomos.
A caminhada, conduzindo a imagem de Santana, padroeira da comunidade, e quatro cruzes,
Fim da caminhada, no Alto do Paiol, 
a Terra Prometida (Foto: José Bezerra)
começou com o relato breve da história de Barra de Santana e bênção, dada pelo Pe. Erivan Primo, pároco de Jucurutu, em frente à Igreja de Santana, na comunidade. 


No percurso, foram fincadas quatro cruzes, simbolizando a luta da comunidade por justiça e pelos direitos: uma em frente ao Cemitério da comunidade, onde foi feito o resgate da memória de pessoas de Barra de Santana; outra no eixo central da parede da Barragem, onde houve foram lembradas as riquezas da comunidade; a terceira, no Canteiro de Obras, onde foi lembrada a luta e organização do povo na luta pelos direitos, justiça e indenizações; e a última no Alto do Paiol, lugar onde será construída a Nova Barra de Santana, a “terra prometida”, futuro do povo do lugar, que ali passará a residir.
Depois de fincada a última cruz, no Alto do Paiol, todos retornaram às barracas em frente ao Canteiro de Obras, onde foi servido o café da manhã e alimentação. Amanhã, 19 de maio, o movimento continuará, com a presença de representantes da comunidade nas barracas montadas em frente ao canteiro de obras.
O objetivo da caminhada foi reafirmar a luta em favor da construção da barragem, porém, com indenização justas, direito e justiça para com todos os que serão afetados pela obra. A decisão das famílias e agricultores de Barra de Santana é que movimento de paralisação das obras somente será encerrado quando forem atendidas as seguintes reivindicações: pagamento dos cinco proprietários dos 27 hectares do Alto do Paiol, onde será construída a Nova Barra de Santana; desmatamento do local, terraplenagem e apresentação do Projeto Administrativo da Nova Barra de Santana; e pagamento de 30% do total das indenizações.

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