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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Chuva no Seridó, alívio do sertanejo!

Já diria Luiz Gonzaga: "a asa branca ouvindo o ronco do trovão já bateu asas e voltou pro meu sertão". Com registros de até 140 mm na noite de ontem, a região do Seridó, interior do estado do Rio Grande do Norte, amanheceu  com pequenos barreiros e barragens atingindo a lâmina de sangria. 

Em algumas cidades  da região chegou a chover granizo, surpreendendo os moradores. De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), a chuva pode ter sido provocada por um vórtice ciclônico de ar superior que está atuando sobre a região Nordeste e que induz a formação de instabilidades sobre a região desde que esteja numa posição favorável.

As chuvas caídas, faz nascer à esperança e um pouco de alívio para a população sertaneja, que enfrenta uma das piores secas dos últimos anos.







Precipitações na região.
Sitio Jerusalém (São João do Sabugi) – 130 milimetros
São João do Sabugi – 130 milimetros
Sitio Riacho do Salgado (São João do Sabugi) – 125 milimetros
Sítio Santa Cruz (Caicó) – 125 milímetros
Sítio Sabugi (Caicó) – 120 milímetros
Sítio de Lúcio Dantas (Caicó) – 115 milímetros
Sítio Cachoeira Grande (Caicó) – 100 milimetros
Fazenda Três Riachos (Ouro Branco) 100 milimetros
Granja Santa Izabel (Caicó) – 99 milimetros
Sítio Boqueirãozinho (São Fernando) – 90 milímetros
Fazenda Brejinho (Caicó) – 72 milimetros
Serra Negra do Norte – 55 milimetros
Sítio Saboeiro (Caicó) – 35 milimetros
Caicó (Estação do Inmet) - 28,2 milimetros
Distrito Palma (Caicó) –12 milimetros

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Técnicos do SEAPAC visitam modelo de cisterna calçadão circular desenvolvida no Ceará

Os técnicos do SEAPAC, Damião Santos, José Carlos e Diana Mariz, estiveram ontem (31), visitando a comunidade Catolé no município de Nova Olinda - CE, área de atuação da Associação Cristão de Base-ACB, conhecendo uma tecnologia de cisterna calçadão circular ou chapéu de Padre Cícero como é mais conhecida na região. O propósito é desenvolver uma ideia semelhante com alguns ajustes, melhorando o modelo de cisterna calçadão aplicado hoje nos convênios com a ASA.  
A cisterna calçadão tem o objetivo de captar a água da chuva para a produção de alimentos e para a criação de animais para consumo. Ela tem esse nome porque a área de captação de água é uma calçada de 200 metros quadrados que é feita com uma cisterna em declive, próxima à área de produção. A água cai na calçada e escoa para a cisterna, com uma capacidade de estocar até 52 mil litros de água. A ideia é fazer com que este calçadão fique ao redor da cisterna em circulo, o que terá um aproveitamento do terreno, bem como da água que cai sobre a copa da cisterna, fazendo assim com que a mesma encha mais rapidamente.

Seu Nozinho (agricultor) e Seu Mário (Repres. da ACB)
Durante a visita, os representantes do Seapac conheceram seu Nozinho, um agricultor familiar que junto com sua família produz farinha de mandioca, goma, beijú, e tapioca, e vende na feira da agricultura familiar promovida pela ACB, no município de Crato, todas as sextas-feiras. Segundo seu Nozinho, a venda na feira, que possui um número de mais ou menos 15 feirantes, possibilita uma renda em torno de R$ 200,00 por semana, do qual ajuda nas despesas com alimentação da família. Para ele a cisterna calçadão construída no quintal da casa de Farinha, é uma grande bênção!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Novo marco legal reconhece valor das tecnologias para a convivência com o Semiárido e permite contratação simplificada

A presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou a lei que institui o Programa Nacional de Apoio à Captação de Água da Chuva e outras Tecnologias Sociais de Acesso à Água – Programa Cisternas. 

Com a Lei nº 12.873, o governo federal reconhece as cisternas como ferramentas eficazes de promoção da convivência com o Semiárido, além de diminuir a burocracia na contratação e no repasse de recursos para a construção dos reservatórios. Os contratos também poderão ser feitos de forma direta, desde que as construções sejam feitas pelas próprias comunidades, junto com instituições locais não governamentais e redes oficiais de pesquisa. A sanção foi publicada na sexta-feira (25), no Diário Oficial da União. 

Para o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos, a lei é uma conquista para o Estado brasileiro e para as regiões que enfrentam a seca, em especial o Semiárido. “Com o novo modelo de contratação, vamos aumentar a capacidade operacional do programa e avançar no cumprimento da meta de universalização do acesso à água nas áreas rurais do Semiárido, estabelecida pelo Plano Brasil Sem Miséria.”

Campos ressalta que as tecnologias sociais de captação e armazenamento de água são simples, de baixo custo e contam com a participação dos próprios beneficiários e da comunidade para sua implantação. Além disso, constituem-se em processos de capacitação das comunidades na gestão da água, no uso racional, na manutenção da qualidade e aplicação, não só para o consumo humano, mas também para o consumo animal e para a produção de alimentos. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Agricultores nordestinos se reúnem na Paraíba para trocar experiência sobre agroecologia no Semiárido

Teve inicio hoje (28), em Campina Grande (PB), o 3º Encontro Nacional de Agricultoras e Agricultores Experimentadores do Semiárido, que ocorre até quinta-feira (31). Mais de 260 agricultores dos nove estados do Nordeste e de Minas Gerais se reúnem para trocar experiências sobre a biodiversidade e a agroecologia no Semiárido brasileiro. José Procópio de Lucena está participando do evento, representando o Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC).


Na região, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vivem mais de 27 milhões de pessoas, representando aproximadamente 12% da população brasileira espalhados em 1.133 municípios do Nordeste e do norte de Minas Gerais. A vegetação predominante é a Caatinga e uma das principais características do Semiárido é o déficit hídrico. Mas isso não significa falta de água. Porém, as chuvas são irregulares no tempo e no espaço, o que exige estratégias de convivência com o território.


Por isso, o evento busca valorizar e dar visibilidade ao conhecimento acumulado dessas famílias na construção da agroecologia e ativar redes de troca de conhecimento focadas na convivência com o Semiárido a partir dos recursos locais. Com base em testemunhos, os agricultores analisarão como estão enfrentando os períodos de estiagem. Serão apresentadas experiências de famílias de agricultores paraibanos das regiões da Borborema, Cariri e Curimataú, com bancos de sementes crioulas familiares e bancos comunitários adaptados para o plantio na região, manejo agroflorestal, criação animal e quintais produtivos.


"No tema dos quintais produtivos, os participantes debaterão sobre a multiplicidade de papéis do arredor da casa na produção de alimentos, no bem-estar da família, na geração de renda e na valorização do papel da mulher agricultora. Já no tema do manejo agroflorestal, conhecerão as práticas dos agricultores que plantam seu roçado na Caatinga de forma consorciada com as espécies nativas do bioma, mantendo a vegetação ou revegetando a paisagem, mitigando os efeitos da desertificação", informou a assessoria da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), rede formada por organizações da sociedade civil que atuam no desenvolvimento de políticas de convivência com o bioma.

domingo, 27 de outubro de 2013

Chapada do Apodi recebe apoio do movimento agroecológico de todo o Brasil

Na noite da última quarta-feira (23), no Seminário Santa Terezinha, em Mossoró, foi aberta a Caravana Agroecológica e Cultural da Chapada do Apodi, no Rio Grande do Norte. Delegações de todo o Nordeste e de outras regiões do País como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais ligadas à Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) afirmaram seu apoio à luta e resistência das famílias da Chapada do Apodi, que correm o risco de perder suas terras para o agronegócio.
O agricultor e presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi, Edilson Neto, agradeceu a solidariedade de todas as organizações e disse que esse apoio é muito importante para fortalecer as famílias nesse processo de luta e resistência. “Hoje passamos por um momento difícil. Nossa terra está sendo roubada para o agronegócio. Milhares de famílias podem perder suas terras. Se sairmos de lá, nossos sonhos também acabam. Mas sabemos que vocês estão conosco. Não vamos entregar a Chapada fácil”, disse com voz embargada Seu Edilson.

O representante do Núcleo Executivo da ANA, Carlos Eduardo Leite (Caê), falou da importância da união das organizações, redes e movimentos na luta contra o agronegócio, que se materializa na realização das caravanas que estão acontecendo em todo o Brasil em preparação ao III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA).Ele também destacou o lançamento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), no último dia 17, como um marco importante na luta pela agricultura familiar. “Aprovamos o Planapo. Ele não veio de presente, foi construído coletivamente com a sociedade civil. Não é o ideal, mas ganhamos mais espaço nesse processo de disputa contra o agronegócio”, relatou.


Boas-vindas – Os participantes da Caravana Agroecológica e Cultural da Chapada do Apodi foram recepcionados pela Batucada Feminista da Marcha Mundial das Mulheres (MMM). Numa grande ciranda, homens e mulheres entoaram palavras de ordem como “lutar e resistir pela Chapada do Apodi”. Os representantes das entidades do Rio Grande do Norte e do Ceará que estão na organização da caravana como a Rede Xique Xique, o Centro Feminista 8 de Março (CF8), o STR de Apodi e o Cetra deram as boas-vindas a todxs. Em seguida, cada delegação se apresentou com uma música da sua região. A noite foi encerrada com uma encenação sobre o conflito na Chapada do Apodi pelo grupo “Escarcéu do teatro”, de Mossoró.

Adaptado de: Gleiceani Nogueira

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Governo lança Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica

A presidente Dilma Rousseff lançou  durante a 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – Brasil Agroecológico (Planapo), que tem como objetivo articular as políticas e ações de incentivo ao cultivo de alimentos orgânicos com base agroecológica. Inicialmente, serão investidos R$ 8,8 bilhões em três anos. A maior parte dos recursos, R$ 7 bilhões, ficará disponibilizada por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Plano Agrícola e Pecuário.

O restante dos recursos será aplicado em programas específicos, como qualificação e promoção de assistência técnica e extensão rural, desenvolvimento de inovações tecnológicas e sua disponibilização aos produtores, além da ampliação do acesso aos mercados institucionais por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

No evento, também foi assinado o acordo de cooperação que institui o Programa Ecoforte, que visa a potencializar as ações do Brasil Agroecológico, apoiando a produção e o processamento dos produtos por cooperativas, grupos e redes de agroecologia, e ampliando o acesso aos mercados convencionais, alternativos e institucionais para ampliar a renda desses produtores.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

SEAPAC avalia programa de cisternas no município de Macau



O Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários – SEAPAC, através de seus técnicos Damião Santos e Diana Mariz, realizou na última terça-feira (22/10), uma reunião de avaliação do processo de construção de cisternas financiadas pelo convênio SEAPAC/SETHAS, no município de Macau. Foram construídas 50 cisternas, com capacidade de 16 mil litros de água. Na oportunidade também foram entregues o Termo de Recebimento das cisternas, a todas as famílias beneficiadas.


O convênio é fruto do edital público 001/2010, onde o SEAPAC foi a instituição vencedora da licitação realizada pela SETHAS para a execução do Programa Nacional de Cisternas. Foram destinados ao convênio recursos na ordem de R$ 4,7 milhões, com a contrapartida do Governo do Estado, no valor de R$ 1,5 milhão, por meio da Secretaria, em convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), beneficiando 3.100 famílias em 47 municípios do estado.