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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

ASA Brasil convoca assembleia geral

A Associação Programa Um Milhão de Cisternas para o Semiárido (AP1MC) realizará assembleia geral ordinária, dia 10 de dezembro, às 8 horas, no Hotel Campestre de Aldeia, em Camaragibe-PE. A assembleia fará a eleição da Diretoria da AP1MC para a gestão 2015-2016; eleição do Conselho Fiscal para a gestão 2015-2017; e discutirá outros assuntos do interesse da Associação.

Para efeito de verificação de quórum e votações, assembleia terá a participação dos associados por representação de, no mínimo, 20 delegados e máximo de 40, conforme explicita o Artigo 13 e respectivos parágrafos, do Estatuto da entidade. A convocação para a assembleia está sendo feita por edital, divulgado no site da ASA Brasil (www.asabrasil.org.br).

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Representantes de Comitês de Bacias Hidrográficas realizam de encontro nacional

José Procópio, presidente do Comitê da Bacia
Hidrográfica Pianco-Piranhas-Açu (foto: José Bezerra)
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Piancó-Piranhas-Açu, através do presidente, engenheiro-agrônomo José Procópio de Lucena, está participando do XVI Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB)), em Maceió-AL, no período de 24 a 27 de novembro. O evento é promovido pelo governo do de Alagoas, pelo Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas e pela Rede Brasil de Organismos de Bacias Hidrográficas. Também participam do evento representante dos poderes públicos municipais, estaduais e federal, usuários, ONGs, Universidades, pesquisadores, técnicos e segmentos sociais interessados no tema.
“Essa é uma oportunidade de trocar ideias, apresentar experiências exitosas de boa gestão dos recursos hídricos e, fundamentalmente, conhecer os modelos atualmente aplicados nos Estados brasileiros no que se refere ao gerenciamento das águas”, afirma José Procópio.

Os objetivos centrais do XVI ENCOB são: possibilitar que os Comitês de Bacias Hidrográficas identifiquem as oportunidades e desafios para a promoção da gestão integrada das águas, de forma participativa e descentralizada, de modo a apontar para toda a sociedade a efetiva sustentabilidade dos recursos hídricos; discutir amplamente os compromissos e responsabilidades dos entes do Sistema Nacional de Recursos Hídricos, visando a otimização das ações de preservação da qualidade e quantidade de nossas águas; estabelecer elos entre a boa gestão dos recursos hídricos na sua recuperação e preservação da saúde das populações; e debater a interface e integração das políticas federal e estaduais, compartilhadamente, com os municípios, apontando as ações necessárias para a implementação de programas e serviços que tragam a recuperação e conservação das águas.

Rede Eclesial faz apelo em defesa da vida na Amazônia

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) foi criada com o objetivo de fortalecer a presença missionária no território amazônico, por meio de uma parceria entre diversas entidades como o Conselho Episcopal Latino-Americano e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A proposta da Rede é unir forças e criar caminhos de diálogo, cooperação e articulação entre todos os atores eclesiais presentes na região. Veja o vídeo de lançamento da Rede
Em mensagem da coordenação da Rede, as lideranças eclesiais expressam preocupação com a vida na Amazônia. “As condições de vida destes povos com suas culturas e o seu futuro nos impelem a ficar mais próximos uns dos outros e a viver em ‘rede’ para resistirmos juntos às investidas de devastação e violência. É desta maior proximidade e solidariedade que emerge nossa esperança. Amazônia tem futuro”, manifestam no texto. Confira a íntegra do texto
Desafios pastorais
Diante da diversidade cultural e da biodiversidade existente na região amazônica, também são identificadas algumas preocupações pastorais. “A expansão do grande capital na exploração da Amazônia através da mineração, agropecuária, construção de estradas, hidrelétricas e empresas madeireiras exige da Igreja maior presença profética. As antigas desobrigas ou tradicionais visitas esporádicas, uma ou outra vez por ano, são insuficientes para o fortalecimento pastoral das nossas comunidades”, destaca a mensagem.
A Repam nasce para articular ações integradas em defesa da vida dos povos da Pan-Amazônia e do seu bioma, fruto da parceria com os institutos de vida consagrada missionária nela inserida, as instituições eclesiais e colaboradores fraternos da Europa e dos Estados Unidos. Trata-se de organismo de “articulação e comunhão que busca estreitar os laços de colaboração e alcançar uma visão comum do trabalho missionário e evangelizador na região”.
Futuro para Amazônia
Ao final da mensagem, os membros da Repam recordam as palavras do papa Francisco que fez apelo à Igreja na América Latina para que cuide da Amazônia e “de toda a Criação que Deus confiou ao homem”.
“Queremos viver uma ‘cultura de encontro’ com todos os povos indígenas, ribeirinhos, pequenos camponeses e com todas as comunidades de fé. Em meio a tantas dificuldades e ameaças à sua cultura e às suas formas de vida, os discípulos e as discípulas missionários são testemunhas vivas de esperança”, expressam as lideranças. 
Com informações e imagem Repam.
Fonte: http://www.cnbb.org.br/comissoes-episcopais-1/amazonia/15392-rede-eclesial-faz-apelo-em-defesa-da-vida-na-amazonia

Cai desigualdade nas regiões metropolitanas

Estudo mostra redução das disparidades entre metrópoles do norte e do sul do país.

Os indicadores socioeconômicos das regiões metropolitanas brasileiras melhoraram entre 2000 e 2010 e mostram redução das disparidades entre metrópoles do norte e do sul do país. Os dados constam do Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras, divulgado nesta terça-feira (25), fruto de parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro.

De acordo com o Atlas, entre 2000 e 2010, as disparidades entre as 16 regiões metropolitanas analisadas diminuíram e todas se encontram na faixa de alto desenvolvimento humano. A análise leva em conta o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).

As regiões metropolitanas que apresentaram os maiores valores para o IDHM em 2010 foram São Paulo (0,794), Distrito Federal e Entorno (0,792), Curitiba (0,783), Belo Horizonte (0,774) e Vitória (0,772), todas com índices mais altos que os apresentados em 2000.

As regiões metropolitanas de mais baixo IDHM, em 2010, eram Manaus (0,720), Belém (0,729), Fortaleza (0,732), Natal (0,732) e Recife (0,734). Essas regiões, na mesma ordem, eram as de menor IDHM, em 2000. Entretanto, todas melhoraram.

Em 2000, apenas são Paulo tinha índice de desenvolvimento humano alto. Manaus tinha baixo e as outras regiões, médio. Em 2010, todas passaram a ter IDHM alto.

Em 2010, a diferença registrada entre a região metropolitana com o maior e o menor IDHM foi 0,074 pontos ou 10,3%. Enquanto São Paulo ficou com índice 0,794, Manaus estava com IDHM 0,720. Dez anos antes, essa diferença era 22,1%.

O IDHM é um número que varia entre 0 a 1: quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano de um estado, município ou região metropolitana. O índice é calculado levando em conta três fatores: expectativa de vida, renda per capita e acesso ao conhecimento, que considera a escolaridade da população adulta e o fluxo escolar da população jovem.

Os dados do Atlas são calculados com base nos Censos Demográficos de 2000 e 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE).

Entre 2000 e 2010, as regiões metropolitanas que apresentavam um IDHM menor tiveram avanço maior e as que tinham índices maiores cresceram menos. Isso fez com que as diferenças entre as regiões metropolitanas diminuíssem, resultando em maior equilíbrio entre as 16 regiões pesquisadas (Belém, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Distrito Federal e Entorno, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo e Vitória). Essas 16 regiões correspondem a quase 50% da população brasileira.

No período analisado, as regiões metropolitanas que tiveram o maior avanço no IDHM, em termos relativos, foram Manaus, Fortaleza, São Luís, Belém e Natal. As que tiveram menor avanço foram as de São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória.

Para o representante do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, gestores públicos e população devem usar os dados do Atlas não apenas para constatar as disparidades, mas também para direcionar e reivindicar políticas pública inclusivas e eficientes para as áreas mais carentes.

“Para além de evidenciar o fato de que o país ainda tem um caminho a percorrer na redução das desigualdades em suas cidades, a intenção do Atlas é justamente ajudar no estabelecimento de políticas inclusivas que tenham como fim a melhoria das condições de vida das pessoas”, disse.

Além das regiões metropolitanas, foram pesquisadas 9.825 Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs), conceito próximo ao de bairros. Nessas UDHs, "é possível notar níveis significativos de desigualdades intrametropolitana", aponta o Atlas.
Agência Brasil

Fonte: http://domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=837858

Desperdício e sustentabilidade

Marcus Eduardo de Oliveira

Enquanto a atividade econômica for guiada estritamente por valores monetários, enaltecendo que o crescimento (quantitativo) da economia importa mais que o desenvolvimento (qualitativo), será difícil alcançar com o sucesso desejado à política de sustentabilidade, ou seja, àquela política que visa diminuir progressivamente o impacto humano no quadro atual de degradação e riscos provocados por estilos de vida, consumo e de produção incompatíveis com a limitação existente de recursos naturais.

Nesse pormenor, estamos de pleno e comum acordo às afirmações de Leonardo Boff, em seu “Sustentabilidade”, (ed. Vozes, 2012): “O mundo de produção industrialista, consumista, perdulário e poluidor conseguiu fazer da economia o principal eixo articulador e construtor das sociedades. O mercado livre se transformou na realidade central, substituindo-se ao controle do Estado e da sociedade, transformando tudo em mercadoria, desde as realidades sagradas e vitais como a água, os alimentos até as mais obscenas como o tráfego de pessoas, de drogas e de órgãos humanos”.

Hoje, somente o que tem valor de mercado é o que serve para a economia. O importante, pela voz que ecoa do mercado, é produzir cada vez mais; pouco importa para quem.

Fato concreto é que, enquanto a escassez e o desperdício de certos produtos forem mantidos para que se elevem os preços, a economia de mercado, “senhora suprema” do sistema de preços e vendas, continuará ditando as regras do jogo econômico.

Especificamente no que toca à fome – um dos maiores dramas do mundo moderno – a combinação de perdas e desperdícios de comida é simplesmente alarmante e indecente, o que provoca alterações substanciais no quadro de distribuição e preços desse produto.

Dados recentes do World Resources Institute e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) apontam que a cada cem calorias de alimentos produzidos no mundo, 24 não chegam aos pratos. Por ano, o planeta desperdiça 1,3 bilhão de toneladas de alimentos, um prejuízo de US$ 750 bilhões.

Essa comida desperdiçada poderia alimentar 2 bilhões de pessoas (28,5% da humanidade), num mundo que convive com a existência de 1 bilhão de estômagos vazios – uma em cada oito pessoas, segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU).

Ao todo, 24% da produção mundial de alimentos é perdida, o que equivale a 1,5 quatrilhão de kcal. Na somatória dos fatos, o desperdício de alimentos é mais um entrave à busca pela sustentabilidade.
Marcus Eduardo de Oliveira é economista e professor de economia da FAC-FITO e do UNIFIEO, em São Paulo | prof.marcuseduardo@bol.com.br
Fonte: http://domtotal.com/diario_bordo/detalhes.php?diaId=393

Papa pede Europa centrada nas pessoas

O discurso foi feito de manhã no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, 26 anos depois de João Paulo II.

O papa Francisco apelou nesta terça-feira (25) aos deputados europeus para construir "uma Europa que gire não em torno da economia, mas da sacralidade da pessoa humana" e criticou a centralidade das "questões técnicas e econômicas" no debate político.

O discurso foi feito de manhã no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, 26 anos depois de João Paulo II ter discursado no mesmo local em 1988. Na época, o papa recordou, logo no início de sua fala, que o mundo estava diferente, já sem os "blocos contrapostos" que dividiam a Europa, mas também "mais complexo e em intensa movimentação".

Sobre a União Europeia, específicamente, o papa argentino considerou que, nos últimos anos, "cresce a desconfiança dos cidadãos relativa às instituições", vistas como distantes do povo.

"Os grandes ideais que inspiraram a Europa parecem ter perdido a força de atração em favor do tecnicismo burocrático de suas instituições", disse Francisco perante mais de 700 deputados e também comissários europeus, além do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

O chefe máximo da Igreja Católica acrescentou que, na União Europeia, "constata-se lamentavelmente a preponderância das questões técnicas e econômicas" no debate político, em vez da centralidade na pessoa.

"Na vocação de parlamentares, sois chamados também a uma grande missão, ainda que possa parecer não lucrativa: cuidar da fragilidade dos povos e das pessoas", apelou.
Agência Brasil
Fonte: http://domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=837876

Cresce número de crianças vítimas do tráfico

Segundo relatório da ONU, número aumentou 5% no período entre 2010 e 2012.

O número de crianças vítimas de tráfico de pessoas aumentou 5% no período de 2010 a 2012, em relação ao período de 2007 a 2010, segundo o Relatório Global 2014 sobre Tráfico de Pessoas, divulgado nesta segunda-feira (24), em Viena, pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. De acordo com o documento, os números mais recentes mostram que uma em cada grupo de três pessoas vítimas de tráfico tem menos de 18 anos.

Dentre as crianças, as meninas representam a maior parte, são duas em cada três crianças vitimadas. O relatório mostra também que não apenas crianças, mas também adultas, as mulheres são as mais assediadas pelo tráfico. Tanto que, consideradas todas as idades, elas equivalem a 70% das vítimas.

Quando se trata dos responsáveis pelo crime, a maioria é homem, 72% dos traficantes condenados. O relatório mostra ainda que em algumas regiões – como a África e o Oriente Médio – o tráfico de crianças é uma grande preocupação, já que elas representam 62% das vítimas.

De acordo com o documento, a maior parte das pessoas é vítima de exploração sexual, mas há também grande número de vítimas de trabalho forçado. As porcentagens variam de acordo com a região. Na Europa e Ásia Central, 66% são vítimas de exploração sexual, enquanto 26% são forçados ao trabalho em regime de escravidão. A situação é inversa no Leste e Sul da Ásia e no Pacífico, onde 64% são vítimas de trabalho forçado e 26% de exploração sexual.

Nas Américas, 48% são explorados sexualmente e 47% são submetidos ao trabalho forçado. Na África e no Oriente Médio as porcentagens são respectivamente 53% e 37%. Os demais são vítimas de tráfico de órgãos ou sofrem outras formas de exploração.

Impunidade

O relatório destaca que a impunidade continua sendo um problema sério: 40% dos países apontam apenas algumas ou nenhuma condenação, e ao longo dos últimos dez anos não houve aumento perceptível na resposta da Justiça global a estes crimes, deixando parcela significativa da população vulnerável.

Mais de 90% dos países têm leis que criminalizam tráfico de seres humanos desde que o Protocolo Adicional à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional Relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em Especial Mulheres e Crianças entrou em vigor, há mais de uma década.

Segundo o texto, as legislações encontradas, no entanto, não estão em conformidade com o protocolo, ou abrangem todas as vítimas. Dessa forma, ainda há baixo número de condenações. Entre 2010 e 2012, 40% dos países relataram menos de dez condenações por ano. Cerca de 15% dos 128 países que fazem parte do relatório não registraram nenhuma condenação. Mas foram identificadas vítimas de 152 nacionalidades, em 124 países, exploradas por 510 fluxos de tráfico.

Brasil

Um documento à parte, com informações compiladas de órgãos oficiais brasileiros, mostra que no país, de acordo com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, foram 147 condenados em 2010, 56 em 2011 e 54 em 2012, pelos crimes de tráfico e outras ofensas. Durante o período, foram identificadas 3 mil pessoas em condições análogas à escravidão. As vítimas de exploração sexual passaram de 59, em 2010, para 145, em 2012.

O relatório conclui sobre o Brasil que "o atual Plano de Ação Nacional (2012-2015) é baseado em uma análise aprofundada e sugestões e necessidades de diferentes setores sociais, o setor público, bem como especialistas sobre a questão do tráfico de seres humanos. O novo plano reflete mais, de forma abrangente, a visão, expectativas e ameaças percebidas pelo setor social. Os principais objetivos são a prevenção do tráfico humano e repressão eficaz, bem como a proteção das vítimas e apoio".
Agência Brasil
Fonte: http://domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=837758